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Tribunal derruba decisão que Juízo não reconheceu razões médicas e arquivou ação

23 de novembro de 2025
in Notícias
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Assessora do TJ bloqueou processo e chama advogado “de chato”
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A 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF) decidiu, por unanimidade, afastar o arquivamento de uma ação movida por um trabalhador contra o Sesc (Serviço Social do Comércio do Distrito Federal), determinando o retorno dos autos à Vara de origem para o regular prosseguimento do processo.

O entendimento foi firmado em acórdão relatado pela desembargadora Cilene Ferreira Amaro Santos. O caso chegou ao TRT-10 depois que o juízo de primeira instância extinguiu o processo com base no artigo 844 da CLT, que prevê o arquivamento da reclamação trabalhista em caso de ausência do autor à audiência inicial.

O trabalhador, no entanto, apresentou recurso ao regional alegando que não pôde comparecer à audiência por motivo de saúde, devidamente comprovado por atestado médico.

O Sesc também contestou a sentença, argumentando que o artigo 844 da CLT apenas permite o afastamento das custas processuais, e não o ‘renascimento’ do processo já arquivado. Ao analisar o recurso, a relatora destacou que o atestado médico juntado aos autos comprova a impossibilidade de locomoção do trabalhador na data da audiência, configurando o ‘motivo relevante’ previsto na CLT.

Para a desembargadora Cilene Ferreira Amaro Santos, a manutenção do arquivamento, mesmo diante de justificativa plausível, seria medida excessivamente rigorosa e contrária aos princípios da primazia do julgamento de mérito, da celeridade e da economia processual.

“A finalidade do processo é a composição da lide, com a efetiva entrega da prestação jurisdicional. Extinguir o feito sem resolução de mérito quando a parte demonstra, por meio de prova idônea, que sua ausência foi involuntária, representa um obstáculo formal que se sobrepõe ao direito material discutido”, assinalou a magistrada em voto.

Com esse entendimento, a turma reconheceu que o reclamante apresentou justificativa legítima para sua ausência e determinou o retorno do processo à Vara de origem para a designação de nova audiência e continuidade da tramitação.

Como consequência, o recurso apresentado pelo Sesc/DF ficou prejudicado, uma vez que o provimento do recurso do trabalhador reverteu a decisão de arquivamento.

Fonte: Conjur

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